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Insolvências decrescem 3,2% no primeiro quadrimestre de 2022
2022-05-09

Em abril foram registadas 342 insolvências, menos 76 que no mesmo período do ano passado, o que traduz uma diminuição de 18%. O total acumulado de 1.640 insolvências apresenta-se igualmente inferior ao registado em 2021, com uma redução de 55 insolvências (-3,2%).

Por tipologia de ação, no primeiro terço do ano as declarações de insolvência requeridas por terceiros diminuíram 11% em relação ao mesmo período de 2021 (menos 36 ações), enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas registaram uma redução de 6,3% (menos 22 ações). Nos primeiros quatro meses do ano registam-se 10 encerramentos com plano de insolvência, menos quatro que em 2021, o que traduz uma diminuição de 29%.

Os distritos de Lisboa e do Porto são os que totalizam maior número de insolvências, 420 e 421, respetivamente. Face a 2021, assinala-se um aumento de 4,7% em Lisboa e uma diminuição de 2,3% no Porto. Com diminuição nas insolvências destacam-se, ainda, os distritos de: Bragança e Guarda (ambos com uma descida de 33,3% face a 2021); Faro (-31%); Viana do Castelo (-30%); Castelo Branco (-25%); Portalegre (-25%); Braga (-20%); Aveiro (-18%) e Coimbra (-11%). Os aumentos surgem em seis distritos de Portugal continental: Santarém (+41%); Évora (+33%); Viseu (+29%); Setúbal (+17%); Beja (+13%) e Leiria (+11%).

Nas regiões autónomas, Ponta Delgada e Madeira apresentam diminuições de 19% e 10%, respetivamente, enquanto em Angra do Heroísmo as insolvências têm um aumento de 33% e na Horta há uma evolução negativa de zero em 2021 para três insolvências em 2022.

Diversos setores de atividade fecham o primeiro terço do ano com aumentos nas insolvências: Eletricidade, Gás, Água (+125%); Agricultura, Caça e Pesca (+15%); Comércio de Veículos (+3,6%); Indústria Transformadora (+0,8%) e Outros Serviços (+0,3%). Com variação negativa destaca-se: Indústria Extrativa (-33%); Telecomunicações (-33%); Hotelaria/Restauração (-12%); Comércio por Grosso (-7,8%); Construção e Obras Públicas (-7,8%) e Comércio a Retalho (-4,3%).

Constituições crescem mais de 20% no primeiro quadrimestre

No mês de abril, as constituições decresceram de 3.798 em 2021 para 3.187 em 2022, menos 611 novas empresas (-16%). Contudo, no total do ano, foram já criadas 17.043 empresas, mais 2.858 que no ano passado, valor que traduz um aumento de 20% face a 2021.

O número mais significativo de novas constituições regista-se em Lisboa, com 5.670 novas empresas (+40% que em 2021) e no Porto, com 2.827 empresas (+3,6%).

Os distritos de Portugal continental com aumentos nas constituições são: Faro (+37%); Coimbra (+33%); Setúbal (+33%); Vila Real (+27%); Santarém (+12%); Guarda (+11%); Beja (+10%); Évora (+9,8%); Aveiro (+9%); Portalegre (+7,2%); Braga (+5,7%); Leiria (+3,2%); Viseu (+3,1%) e Viana do Castelo (+2,1%). Com variação negativa surgem apenas os distritos de Bragança (-18%) e Castelo Branco (-2,1%).

Nas regiões autónomas, a Madeira tem um aumento de 32% face a 2021, bem como Angra do Heroísmo (+19%) e Ponta Delgada (+17%). Na Horta regista-se uma diminuição de 26% face a 2021.

Nos primeiros quatro meses deste ano, os setores que apresentam variação positiva na constituição de novas empresas são: Transportes (+101%); Hotelaria/Restauração (+44%); Outros Serviços (+28%); Construção e Obras Públicas (+16%); Telecomunicações (+16%); Indústria Transformadora (+6,2%); Comércio por Grosso (+4,5%); Comércio de Veículos (+2,7%) e Agricultura, Caça e Pesca (+1,5%).

Apenas o Comércio a Retalho e a Indústria Extrativa tem variações negativas de 22% e 10%, respetivamente.

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