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Lisboa volta a ser considerada a cidade com mais trânsito de toda a Península Ibérica
2019-06-11

A TomTom divulga hoje os resultados do TomTom Traffic Index 2019, o relatório anual que analisa o congestionamento de trânsito em 403 cidades de 56 países, em 6 continentes. A marcar a sua oitava edição, o TomTom Traffic Index baseia-se nas mesmas estatísticas de sempre, mas com uma quantidade de dados muito superior, que fornece ainda mais informações relativas ao congestionamento nos centros urbanos e oferece ideias que contribuem para aliviar o trânsito. O estudo diz respeito aos dados de 2018, no entanto, este ano, a TomTom lançou um website com acesso livre a dados de trânsito em direto, que ajuda condutores e parceiros a criar um mundo mais seguro, limpo e livre de congestionamentos.

De acordo com os resultados deste estudo internacional, Lisboa é, pela terceira vez consecutiva, a cidade mais congestionada da Península Ibérica, acima de grandes cidades espanholas como Madrid ou Barcelona.

De acordo com o estudo, que tem como objetivo identificar problemas associados ao trânsito e analisar as suas causas, Lisboa caiu 15 lugares no ranking, ocupando agora a 77º posição. Isto significa que os condutores da capital passam em média 32% de tempo adicional presos em filas de trânsito. Esta percentagem, que se manteve estável em relação ao ano anterior, indica que os lisboetas perdem cerca de 42 minutos* por dia no trânsito, o que, no final de um ano, representa perto de 160 horas de tempo gasto em deslocações.

O Porto, pelo contrário, viu o seu índice de tráfego aumentado, tendo subido 4 lugares no ranking e ocupando a posição 121. Ainda assim, apresenta um nível abaixo de Lisboa (28%), embora tenha aumentado um ponto percentual face a 2017. Na invicta, os condutores perdem 38 minutos no trânsito, somando um total de cerca 145 horas anuais.

O final do dia (entre as 18h e as 19h) acarreta os principais problemas de congestionamento de trânsito, sobretudo no final da semana, tanto em Lisboa como no Porto. Analisando os níveis de tráfego nas autoestradas, estes situam-se nos 23% em Lisboa e 19% no Porto. Já fora das vias rápidas, o congestionamento aumenta para 33% tanto em Lisboa, como no Porto.

Além das duas principais cidades portuguesas, o TomTom Traffic Index englobou as cidades do Funchal (16%, 336ª posição), Braga (16%, 342ª posição) e Coimbra (14%, 371ª posição). De acordo com o relatório da TomTom, no Funchal e em Braga, os condutores passam uma média de 21 minutos por dia no trânsito, e em Coimbra, 16 minutos. Tal como acontece em Lisboa e no Porto, o período de maior congestionamento é ao final do dia, sobretudo às sextas-feiras.

A nível global, Bombaim lidera o pódio em 2019, com os condutores da cidade indiana a passarem 65% de tempo adicional no trânsito. Segue-se a capital da Colomba, Bogotá (63%), Lima, no Perú (58%), Nova Deli, também na Índia (58%) e a capital Russa, Moscovo (56%), encerrando o top cinco das cidades mais congestionadas do mundo.

Com Moscovo a liderar a lista europeia, Istambul (53%) alcança um sólido segundo lugar com Bucareste (48%), São Petersburgo (47%) e Kiev (46%) a fechar os primeiros 5 lugares. As cidades de Bruxelas (37%), Londres (37%) e Paris (36) ocupam a 11º, 12º e 13º posição, respetivamente.

Já na América do Norte, as cinco cidades mais congestionadas** são Cidade do México (52%), Los Angeles (41%), Vancouver (38%), Nova Iorque (36%) e São Francisco (34%).

O congestionamento do tráfego aumentou globalmente durante a última década, e quase 75% das cidades incluídas no relatório do novo TomTom Traffic Index apresentaram níveis de congestionamento superiores ou estáveis entre 2017 e 2018, com apenas 90 cidades a registar reduções significativas.

“Globalmente, o congestionamento do tráfego está a aumentar. E isso tem tanto de positivo como de negativo. Positivo porque é sinal de uma economia global forte, mas mostra-nos que os condutores perdem tempo sentados no trânsito, já para não falar do enorme impacto ambiental”, comenta Ralf-Peter Schaefer, vice-presidente de informações de trânsito da TomTom. "Na TomTom, trabalhamos para um futuro em que os veículos sejam elétricos, partilhados e autónomos, para um mundo livre de congestionamentos e emissões. Temos a tecnologia para fazer esse futuro acontecer - mas é preciso um esforço conjunto. Desde autoridades governamentais, fabricantes de automóveis e condutores de automóveis, todos temos um papel a desempenhar.”

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