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Desempenho de 2018 ensombrado pelo agravamento das ameaças para 2019 e 2020
2019-11-06

As ameaças ao ambiente de negócios e o nível de endividamento remunerado ainda elevado tornam o aumento dos riscos Estratégico e Económico das empresas não financeiras nacionais ainda mais preocupante, com tendências desfavoráveis para 2019 e 2020.

Apesar do agravamento dos riscos Estratégico e Económico em 2018, o volume de negócios das empresas não financeiras portuguesas teve um aumento de 9,1%, enquanto as exportações de bens e serviços crescerem 7,5% para 65.712 milhões de euros, com um ligeiro decréscimo na taxa de exportação de 20,3% para 20%. Contudo, as crescentes ameaças ao ambiente de negócios ensombram o desempenho de 2018 e afetam os riscos Financeiro e de Tesouraria das empresas que, apesar das melhorias alcançadas em 2018, estão ainda em níveis vulneráveis.

“As empresas nacionais manifestaram um risco estratégico e económico mais elevados em 2018, embora tenham reduzido o seu risco financeiro e mantido o risco de tesouraria”, salienta o Country Manager da Iberinform Portugal, António Monteiro. “No entanto, num cenário de aumento da incerteza e de agravamento das disputas comerciais, é expectável que estes riscos se agravem em 2019 e 2020, o que exigirá às empresas um melhor conhecimento dos seus mercados, clientes e potenciais clientes de modo a salvaguardar a rendibilidade das suas operações”.

Segundo o “Panorama Empresarial 2018/2017” divulgado pela Iberinform, o tecido empresarial nacional teve um aumento de 15,4% em 2018, traduzido em mais 39.619 empresas para um total de 297.158. Comparativamente com 2017, o volume de negócios das empresas não financeiras cresceu em mais 27 mil milhões de euros para 327.875 milhões de euros.

O emprego teve um aumento de 9,2%, correspondente a 216.207 novos empregos, num total de 2.577.248 pessoas empregadas, das quais 11.876 ligadas a atividades de Investigação & Desenvolvimento, menos 1,6% que no ano anterior.

O valor com fornecedores aumentou 9,3% para 253.166 milhões de euros, com as importações a crescerem 7,7% para 57.997 milhões de euros. Contudo, a taxa de importação diminuiu de 23,1% para 22,7%.

O resultado económico bruto das empresas elevou-se 4,6% para 34.917 milhões de euros, com os custos de financiamento a diminuírem 14,3% (1.052 milhões de euros) para um total de 6.318 milhões de euros. A margem de segurança financeira das empresas aumentou 10,8% para 42.744 milhões de euros. Em 2018, o imposto sobre o rendimento das empresas cresceu 9,7% para 4.495 milhões de euros, enquanto os resultados líquidos de impostos aumentaram 9,1% para 22.886 milhões de euros.

O estudo da Iberinform revela que o investimento total cresceu 4% para 488.660 milhões euros, com um incremento de 2,8% no investimento económico e de 5,7% no investimento financeiro. O capital próprio das empresas não financeiras aumentou 10,7% para um total de 184.560 milhões de euros.

A análise da Iberinform evidencia uma diminuição da produtividade para 1,71 Euros de valor acrescentado por cada euro de valor de empregado (-2,9%) e a redução da taxa de margem de segurança económica de 9,4% para 8,5%. Com uma quebra superior a 8,5% do volume de negócios, o resultado líquido das empresas seria negativo com aumento do Risco Económico. A rendibilidade económica líquida diminuiu de 7,4% para 7% e, em termos brutos, de 11,1% para 10,6%. Em 2018 houve uma diminuição do Risco Financeiro, mas o nível de endividamento remunerado manteve-se elevado, acima dos limites de risco mais favoráveis.


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L.Branca/PAE

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