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Portugal é 6.º melhor país do mundo para as mulheres empreendedoras
2018-03-12

Portugal é um dos países com as melhores oportunidades e condições de apoio para as mulheres prosperarem enquanto empreendedoras, de acordo com o “Mastercard Index para o Empreendedorismo Feminino”, posicionando-se em sexto lugar, atrás de Singapura e Estados Unidos e à frente da Austrália, Bélgica ou o Reino Unido.

Portugal surge também num cimeiro 10.º lugar quanto ao nível do número de mulheres proprietárias de negócios, ao representarem 28% do total.

De acordo com a segunda edição do estudo, que acompanhou o progresso e resultados de mulheres empresárias em 57 países de cinco regiões geográficas, o principal obstáculo ao empreendedorismo feminino em todo o mundo é o preconceito de género, presente quer em mercados emergentes como em mercados desenvolvidos. Martina Hund-Mejean, diretora financeira da Mastercard, explica que, "apesar das mulheres terem feito avanços notáveis como empresárias em todo o mundo, existe ainda um trabalho árduo que tem de ser feito para que possam atingir todo o seu potencial. Acreditamos que, ao ajudarmos a dar visibilidade à causa e chamarmos a atenção para estes seus esforços, estamos a contribuir para que estas mulheres, na sua tentativa de gerirem negócios bem-sucedidos, possam viver vidas mais gratificantes”.

As mulheres empreendedoras prosperam melhor nas economias mais desenvolvidas, em termos globais, como se pode observar nos três principais mercados do índice, designadamente a Nova Zelândia, Suécia e Canadá, facto que se fica a dever, quando comparadas com as suas pares de mercados emergentes, com maiores oportunidades de acesso a um conjunto vasto de recursos, incluindo programas académicos, oportunidades de formação, acesso a capital e serviços financeiros.

Apesar disso, a análise apresenta duas exceções a esta tendência. Por um lado, os mercados mais desenvolvidos com condições favoráveis de formação não são imunes à tendência de preconceito para com o empreendedorismo feminino. O Japão que, por exemplo, registou o maior declínio neste ranking, passando para 46º, arrastado pelo declínio significativo na percentagem de mulheres empresárias, tem um discurso prevalecente, que perceciona as mulheres como sendo inferiores aos homens em contextos sociais e empresariais.

Numa outra perspetiva, e de modo mais encorajador, também sugere que as oportunidades de empreendedorismo estão alinhadas com o ritmo do desenvolvimento dos países. Economias emergentes como o Gana, um dos três novos mercados do índice, juntamente com o Malawi e a Nigéria, o Uganda e o Vietname apresentaram as maiores taxas de empreendedorismo feminino, por comparação com os mais desenvolvidos. A explicação reside no facto destas mulheres serem impulsionadas e, no fundo, estimuladas pela necessidade de sobrevivência, apesar da falta de capital financeiro e do acesso à educação em geral.

O crescimento das mulheres empresárias foi limitado por um ou mais obstáculos, em quase todas as 57 economias cobertas pelo estudo. O principal fator obstruidor desta evolução é a perceção de desigualdade de género, com múltiplas implicações que conduzem à falta de autoconfiança, aceitação social e cultural mais baixa e até mesmo incapacidade de acesso a financiamento ou capital de risco. De facto, a falta de autoconfiança pode ser especialmente expressiva, dissuadindo muitas mulheres de se lançarem os seus próprios negócios. Em mercados como os da Bélgica, Alemanha e Reino Unido, a percentagem de participação das mulheres nas empresas foi menor do que o esperado, apesar dos sistemas de regulamentação eficientes existentes e do fácil acesso a vários recursos.

Apesar de países situados da região do Médio Oriente e África, como os Emirados Árabes Unidos, a Tunísia e a Arábia Saudita, terem ocupado algumas das posições mais baixas do índice, também registaram as expectativas de crescimento médio mais altas, em 37%. Nos Emirados Árabes Unidos e na Tunísia, por exemplo, mais de metade das mulheres empresárias esperam contratar mais de seis funcionários nos próximos cinco anos.

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L.Branca/PAE

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