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Comércio teme efeitos no consumo e evasão fiscal com o aumento do IVA
2010-09-30

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) está convicta de que o aumento do IVA para os 23 por cento vai ter efeitos negativos no consumo, na evasão fiscal e no agravamento da competitividade da economia portuguesa

João Vieira Lopes, presidente da CCP, avançou à agência Lusa que esperava maior ambição na consolidação orçamental pela redução da despesa. “Esta falta de ambição na despesa levou a um novo agravamento da carga fiscal, em particular através do IVA, com efeitos negativos no consumo, na evasão fiscal e no agravamento da competitividade, em particular das regiões transfronteiriças”.

Simultaneamente, a consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) considera que o aumento do IVA "não é sustentável a longo prazo", mas que, no curto prazo, deverá "acalmar os mercados sem afectar a competitividade externa".

Em nota enviada à agência Lusa, a consultora reconhece que a subida em dois pontos percentuais da taxa normal do IVA posiciona Portugal na lista dos países com a taxa mais elevada, logo a seguir à Dinamarca, à Hungria e à Suécia, com 25 por cento.


Mercado

L.Branca/PAE

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