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Vendas electro de fim de ano 2008 com tendência negativa
2009-02-16

Num ano globalmente moroso, as vendas de fim de ano são um factor chave para os resultados anuais do sector electro, mas em 2008 os números não foram os melhores. A Revismarket sondou as marcas e distribuição e constatou que o retalho especializado foi o canal com maiores dificuldades* e que o comércio online apresentou o maior crescimento.

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Retalho com tendências díspares, distribuição moderna positiva

A quebra verificada ao nível da facturação dos produtos tecnológicos não pode ser dissociada do comportamento dos canais de distribuição. De acordo com uma sondagem realizada pela Revismarket junto das marcas e da distribuição, para a maioria dos inquiridos do retalho especializado(43%), as vendas mantiveram-se nos valores de 2007. No entanto, 28,5 por cento apontam mesmo para uma quebra nas vendas deste Natal, considerando, mesmo assim, que não “é razão para desmotivar, apesar da quantidade louca de operadores que caíram durante o ano”.

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Já a distribuição moderna confirma resultados “dentro do expectável”, mas houve mesmo quem “superasse as expectativas” e apontasse um crescimento de dois dígitos neste período. O facto de se falar tanto de crise e de os consumidores estarem retraídos não se reflectiu nas vendas, verificando-se mesmo uma tendência positiva em todas as respostas.

Marcas de linha branca e pequenos domésticos foram as menos afectadas

Não obstante, como refere um dos inquiridos, o “panorama algo cinzento que se formou a partir de Agosto”, a esmagadora maioria das marcas inquiridas (acima de 65 por cento), com especial enfoque para marcas de linha branca e pequenos domésticos, reportam um aumento de vendas no período de Natal de 2008, havendo inclusive quem refira crescimento na ordem dos dez por cento.

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Apesar de excepções que apontam aumentos de vendas nas respostas recebidas, a electrónica de consumo foi um dos sectores que mais reflectiu a tendência de quebra generalizada, não obstante a agressiva depreciação dos produtos que acabou por se verificar. Conforme afirma um dos inquiridos, seria “impensável, há alguns meses atrás, vermos um LCD de 32 polegadas a 350 euros. Mas vimos” .

Leia o artigo desenvolvido na edição impressa da Revismarket que chegará brevemente.

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L.Branca/PAE

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