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Comportamento do mercado chinês em contexto de COVID-19- Estudo GfK Demand and supply in times of COVID-19
2020-03-24

A GfK publicou o estudo "Demand and supply in times of COVID-19" que analisa o mercado chinês, como a primeira região a vivenciar o COVID-19. Este comportamento foi observado nos últimos dias de 2019 a fevereiro de 2020 e o que aconteceu na China poderá replicar-se noutros mercados.

Quando os consumidores chineses começaram a isolar-se, verificaram-se quedas significativas nas vendas da distribuição, tal como na confiança dos consumidores. As lojas fecharam, a cadeia de fornecimento foi afetada e os consumidores adiaram as suas compras.

Vendas tradicionais caíram mais de 80% na China, em contexto de COVID-19- Estudo GfK Demand and supply in times of COVID-19

Observando detalhadamente o desempenho da distribuição na China, as vendas tradicionais caíram mais de 80% durante algumas semanas de surto, já que a maioria das lojas estavam fechadas.

O aumento nas vendas do comércio eletrónico não compensou essas perdas mas o estudo mostra que determinados produtos, como notebooks por exemplo, continuaram a vender bem. Essa categoria, que já tinha uma forte presença no comércio eletrónico, foi beneficiada por ser considerada útil para emergências como a que se vive com o Coronavírus.

O estudo sugere que é possível mitigar o risco, vendendo por e-commerce, em horários em que as lojas estão fechadas. Informações detalhadas sobre vendas tradicionais e on-line revelam como as categorias de produtos mostradas se desenvolveram. As vendas no retalho tradicional caíram significativamente enquanto as vendas online cresceram um pouco em algumas categorias.

Nesse período, todas as compras desnecessárias foram adiadas.

Como se comporta o consumidor em contexto de COVID-19 na China?

Tudo indica que o pior já passou na China mas o consumidor ainda não recuperou a confiança e os resultados desta quebra fazem-se sentir:

▪ Um terço dos consumidores limita as suas despesas a curto prazo.

▪ O maior impacto faz-se sentir nos principais centros económicos como Pequim, Xangai ou Guangzhou.

▪ 41% dos consumidores aumentaram a frequência de compras online no último mês e, pela primeira vez, os compradores on-line dobraram nestas três cidades.

Como se pode ver no gráfico, o impacto nas vendas a retalho foi curto, acentuado e devastador. A pesquisa também sugere que o pico passou e o consumo começou a recuperar gradualmente.

A boa notícia é que os consumidores chineses esperam que o declínio económico seja temporário e quase 50% dos consumidores chineses espera uma recuperação no terceiro trimestre de 2020.

Estas informações sobre o comportamento do consumidor chinês podem ser uma indicação do que se pode esperar noutros mercados e impactará mercados, negócios e marcas.

Fonte: Estudo GfK China Consumer Sentiment, fevereiro de 2020

As perdas de receita da China serão replicadas em outros mercados?

O estudo analisa o que está a acontecer nos EUA e Itália, dois países onde os casos do vírus estão a aumentar. Tal como nestas zonas, prevê que, como resultado da limitação das visitas a lojas e pontos de venda, devem preparar-se para quedas substanciais nas receitas, num padrão muito semelhante ao de Itália onde, antes das novas medidas de bloqueio impostas, os consumidores aumentaram a quantidade de compras online de bens alimentares, de higiene e também bens tecnológicos/duráveis.

Nas regiões e mercados em que medidas rigorosas estão em vigor, ou onde muitos consumidores se auto-isolam, o sentimento do consumidor será negativo como na China, mas também o estudo acredita que será de curto prazo.

Os consumidores parecem antecipar uma recuperação no terceiro trimestre, oferecendo a esperança de forte atividade de compras no segundo semestre de 2020.

Espera-se que os bens duráveis, como carros e eletrodomésticos tenham uma queda mais acentuada nos gastos do consumidor. Mas, por exemplo, as vendas de frigoríficos estão a aumentar em alguns mercados como o Reino Unido, à medida que os consumidores se preparam para ficar em casa.

O que está a acontecer e o que se espera que aconteça:

- As vendas no canal online compensam apenas parcialmente a perda de receita de lojas físicas fechadas.

- A recuperação da procura do consumidor nesses mercados prevê-se no terceiro trimestre, desde que a epidemia esteja controlada.

- Nas regiões menos afetadas, o desafio é ter fornecimento suficiente.

- Os players deverão monitorizar os movimentos da concorrência e evitar a promoções excessivas e preços inflacionados.

Impacto do Covid-19 nas vendas da Europa

Os consumidores preparam-se para semanas de auto-isolamento e levou algum tempo para que a realidade do Coronavírus os alcançasse. Os dados mostram que nas semanas quatro a sete houve uma constante tendência de queda nas vendas, mas na semana nove, uma tendência inversa atingiu o mercado como se,, de repente, os consumidores percebessem o impacto do Coronavírus na sua vida diária.

As notícias relatando escassez nos supermercados e aumentos de preços poderão ter acionado o armazenamento nas categorias de FMCG (Fast-moving consumer goods) e um sentimento de potencial pânico no comprador. Esse sentimento espalhou-se também para o setor de tecnologia e bens duráveis, provocando a atitude de "compre agora".

De realçar que a distribuição registou uma quebra de vendas de -5% na semana sete. As expedições da Europa Ocidental caíram -8% enquanto os preços aumentaram cerca de 19% em relação ao ano anterior.

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L.Branca/PAE

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