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E depois da crise? Um “admirável mundo novo”
2009-06-17

“Controle os nervos, a recuperação está a caminho”. Esta foi uma das grandes mensagens da última edição do World Retail Congress, o maior evento de retalho internacional, que juntou em Barcelona 800 executivos de topo, num exercício de debate sobre o panorama actual do comércio e de como é que os retalhistas devem adaptar as suas estratégias para enfrentar esta nova era económica. Os primeiros sinais de recuperação são esperados, pelos economistas presentes no evento, para o final do ano, quando as economias norte-americana e chinesa começarem a melhorar, liderando a saída da recessão. Contudo, nem todos acreditam que a luz ao fundo do túnel esteja já ao virar da esquina. 35,6 por cento dos empresários inquiridos pela Revismarket não partilham do prognóstico dos economistas presentes em Barcelona e não acreditam que o final do ano traga uma lufada de ar fresco. 42,2 por cento ainda nem sequer avançam uma resposta sobre para quando os primeiros sinais de recuperação. Todos, no entanto, são unânimes em afirmar que nada mais será como dantes. O pós-crise trará um novo paradigma nos negócios e um comércio completamente diferente, muito focalizado na diversidade de formatos. Uma das lições do último World Retail Congress é que o multicanal e sobretudo a venda online não são mais uma opção, mas uma obrigatoriedade, face a um novo tipo de consumidor, que precisa desesperadamente de elevar os seus níveis de confiança, mas que já não confia tanto na loja, antes nas várias ferramentas que esta lhe oferece para melhorar a sua experiência de compra.

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A lei do mais apto

De facto, a crise económica não está, simplesmente, a mudar temporariamente os hábitos de consumo e a forma de pensar dos consumidores, mas a catalisar uma longa transformação. “No final da recessão, a psicologia do cliente terá irreversivelmente mudado face ao que tínhamos no final dos anos 90 e início desta década”, sublinha Matthew Piner, analista de retalho na Verdict Research. “O consumo vai retomar e a confiança dos consumidores irá reforçar-se, após a recessão, mas ter-se-á formado uma maior consciência do preço e uma maior intolerância ao endividamento para financiar o consumo”.

Um bom exemplo desta nova tipologia de consumo é-nos dado pelo E.Leclerc. Só nestes primeiros seis meses do ano, o retalhista registou um aumento de 40 por cento no consumo das marcas próprias Guia e Éco+, face ao mesmo período de 2008. Segundo Jacques Oliveira, presidente executivo do grupo em Portugal, este crescimento verificou-se com maior relevância nas lojas localizadas a norte, nas regiões de Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão. “Estes resultados podem reflectir, por um lado, a falta de poder de compra do consumidor, mas, por outro lado, demonstra a fidelização do consumidor às marcas de distribuidor”.

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Charles Darwin disse no seu livro sobre a origem das espécies que “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. Na luta pela sobrevivência, o mais apto vence à custa dos seus rivais porque consegue melhor adaptar-se ao seu ambiente”. Aplicando a teoria da selecção natural ao sector do retalho, apenas os retalhistas mais aptos deverão sobreviver e prosperar no futuro pós-recessão.

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Um “admirável mundo novo”

Mas algunspreferem “fazer prognósticos apenas no final do jogo”. 42,2 por cento dos empresários inquiridos pela Revismarket nem se atrevem sequer a antecipar uma data para a recuperação económica e 35,6 por cento são peremptórios em discordar que o final do ano trará já sinais de melhoria. “A menos que o Governo tome opções concretas de apoio às PME’s e aos desempregados, diminua o IVA, o IRC e o IRS e torne o país mais atractivo e competitivo”, contrapõe João Carvalho, Country Manager da Memup Portugal. “Ainda estão muitas coisas a acontecer”, sublinha também Paulo Baptista, VS SDC Regional Sales Manager da ViewSonic. “Acredito que o período fulcral será entre 2010 e 2012. Continuam empresas a fechar e o consumidor ainda não está numa posição consistente, a nível monetário, de modo a ganhar confiança para investir. A conjuntura económica ainda oferece muita insegurança laboral e os primeiros cortes no orçamento vão, sobretudo, para os bens de consumo secundário”, acrescenta.

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Medidas anti-crise

Uma nota positiva das opiniões recolhidas pela Revismarket é que, apesar da redução de custos ser uma prioridade, isso não significa cortar em todos os investimentos. “Estes são tempos de investimento, para potenciar o negócio, porque a recessão, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não serve para ‘fechar os cordões à bolsa’. Muito pelo contrário. É na crise que os bons gestores se mostram e as empresas conseguem vingar num mercado que cada vez se mostra mais competitivo”, defende Rita Lourenço, directora de Marketing da Eaton. João Ribeiro, director geral da ADT Fire & Security (Portugal) concorda. “Neste contexto económico, devem ser tomadas todas as medidas necessárias para fazer face às dificuldades imediatas e às previsíveis. Mas deve garantir-se, também, a recuperação futura, assegurando que se mantêm as capacidades para o pós-crise”.

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Leia o desenvolvimento do artigo de destaque da edição de Junho que chegará brevemente.

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L.Branca/PAE

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