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“Temos que estimular, cada vez mais, as nossas cadeias de valor muito alicerçadas na indústria”
2020-07-27

“Temos que estimular, cada vez mais, as nossas cadeias de valor muito alicerçadas na nossa indústria. Não só naquilo em que temos tradição, mas também mostrar que somos capazes de avançar para outros sectores onde não temos tradição, como, aliás, temos feito e falo da biotecnologia e das tecnologias da informação”, recomendou Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, na sua intervenção no Link Talk Day Centro, dinamizado esta segunda-feira, dia 20 de julho, via online, pela AEP – Associação Empresarial de Portugal, no âmbito do projeto AEP Link.

No evento foi analisado o relatório “O Futuro da Economia Portuguesa – Preparar a Retoma Pós-COVID-19”, que define a economia digital, a inovação e o investimento como fatores críticos de competitividade para alavancar e acelerar a fase de recuperação económica de Portugal. “Quando se fala na reindustrialização, significa que temos de trabalhar esta indústria na perspetiva das cadeias de valor e, portanto, aqui destaca-se também o significado que têm os serviços especializados e os serviços mais avançados de prestação de serviços às empresas”, considera a ministra da Coesão Territorial. “Muitas empresas não têm recursos e a forma de terem acesso a eles é associando-se, trabalhando em conjunto, entre si e com centros de inovação e transferência de conhecimento, onde se incluem as associações empresariais, mas também os centros tecnológicos”, defende Ana Abrunhosa. “Vimos, durante a pandemia, como a nossa tecnologia e a nossa engenharia são fundamentais e como é fundamental apostar nos nossos centros de tecnologia, mas envolvendo as empresas. Porque quem vai levar este conhecimento e criar riqueza são as empresas”, insistiu.

Instrumentos de apoio

A ministra da Coesão Territorial partilhou que estão a ser criados pelo Governo instrumentos de apoio para estímulo ao investimento e à contratação de pessoas qualificadas, assim como para o desenvolvimento de cursos em parcerias com empresas e instituições de ensino superior. Ana Abrunhosa elogiou ainda “o despertar das nossas empresas para o mundo digital, mas também para se resolverem os problemas cada vez menos de forma empírica e mais de forma científica e sustentada”, referindo que o Estado deve criar os incentivos, mas que são as empresas que sabem de facto qual é o caminho.

“A região Centro precisa urgentemente de um olhar forte para a questão dos serviços avançados. Por exemplo, quando falamos de serviços digitais, precisamos de uma infraestrutrura sólida e que responda adequadamente às necessidades das nossas empresas”, alertou Jorge Brandão, vogal da Comissão Diretiva da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C). “Precisamos de uma visão de coesão territorial, porque a região Centro é mutio vasta. As empresas que laboram no interior precisam de ter serviços que respondam adequadamente às suas necessidades ao nível do que temos no Litoral, em Lisboa e no Porto”, explicou o representante da CCDR-C. “Sentimos que precisamos ainda de muito investimento nos serviços que podem alavancar a dinâmica de desenvolvimento, a dinâmica de internacionalização, a dinâmica de competitividade das nossas empresas. E sentimo-lo comparando com a região Norte e com a região de Lisboa”, lamentou Jorge Brandão.

Oportunidades e desafios

O Link Talk Day contou ainda com a apresentação de um diagnóstico do perfil dos investidores e das necessidades das empresas por Margarida Ramos Pereira e Pedro Janeiro, da Deloitte. Após Paula Silvestre, diretora da AEP Competitividade, apresentar o estudo “O Futuro da Economia Portuguesa – Preparar a Retoma Pós-COVID19”, seguiu-se o painel “Investimento, inovação e digitalização”, moderado por Rui Gidro, da Deloitte, com a participação de Paulo Vaz, da AEP, Maria José Felício, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) da Universidade de Aveiro, Sara Madaleno, da Codeplas, e Pedro Monteiro, da Konica Minolta. No debate, a propósito de oportunidades e desafios que possam decorrer da crise económica iminente, Maria José Felício partilhou que “não estamos preparados para esta questão do teletrabalho, nem as empresas, nem os colaboradores. Se há muitas funções que podem ser transferidas para este regime com grandes vantagens para as empresas, nomeadamente com custos reduzidos, há muito a fazer por parte das empresas que não têm infrasestruturas necessárias para colocar tudo isto em funcionamento e também por parte do poder político, do ponto de vista da legislação laboral, que não está preparada para esta situação. Também as pessoas não estão preparadas, devido a uma cultura que não se compadece com o trabalho feito em casa”.

Por sua vez, Paulo Vaz considera ser necessário hierarquizar prioridades para podermos “optar por termos novamente um país focado na industrialização” e recordou que a pandemia trouxe ao de cima a extrema dependência que a Europa tem de países terceiros em áreas estratégicas, dando como exemplo a inexistência de equipamento de proteção individual no início da pandemia.

Já Sara Madaleno considera que “devemos dar foco à indústria, que pode e deve ser um fator de competitividade. Somo muito fortes e temos uma grande capacidade de nos reinventarmos. É notório que estamos a viver uma situação complicada, mas vamos criar novas formas de indústria para que a economia avance”.

Pedro Monteiro destacou na sua intervenção “a possibilidade de trabalhar o capital humano e permitir que esse capital trabalhe em rede. É esta rede que vai permitir que as ideias que os empresários têm tenham corpo e vai permitir que as empresas continuem a crescer e a exportar, além de aumentarem a sua contribuição para o país, aí por via do pagamento de impostos”.

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