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Sustentabilidade continua a fazer parte das agendas, apesar da Covid-19
2020-07-10

As questões de sustentabilidade começaram a ganhar um novo impulso nos tempos mais recentes. Com o despontar da crise da Covid-19, muitos acreditaram que esta evolução seria travada, por um lado, porque com os negócios a recuperar das perdas financeiras geradas pela pandemia, a sustentabilidade não estaria no topo da agenda, depois, porque os esforços dos consumidores em viver uma vida mais sustentável seriam minados pela perda de rendimentos, o ressurgimento do plástico nas embalagens, como medida protetora face à Covid-19, e a ameaça de uma crise futura. Contudo, os dados disponíveis não suportam esta perspetiva, até porque, para muitos, a pandemia trouxe um renovado olhar sobre as questões de sustentabilidade, nomeadamente, a destruição dos habitats selvagens.

Sustentabilidade como prioridade de negócio

Num artigo publicado no seu site, a Kantar nota que, numa altura em que 60% das doenças de que os seres humanos padecem a ter origem nos animais, é tempo de questionar quanto da nossa saúde está relacionado com a saúde do planeta. De acordo com Karine Trinquetel, Global Innovation Director, Strategy Development, Insights Division, muitos dos negócios que, antes da pandemia, viam na sustentabilidade uma prioridade estratégica, continuam a apoiar esta visão. E cita Mariano Lozano, CEO da Danone América do Norte, para quem “este momento desafiante pode ser usado como o catalisador para ajudar os outros a reconhecer que a saúde das nossas pessoas e a do planeta estão interconectadas”. Também o CEO da Unilever, Alan Jope, disse em maio que, embora nos tenhamos que focar agora no vírus, os outros grandes problemas do mundo, como as alterações climáticas e a desigualdade, não desapareceram.

Os dados do Barómetro COVID-19 da Kantar destacam que 71% dos consumidores sentem o impacto do coronavírus nos seus rendimentos familiares, o que poderia, à partida, afastá-los de um consumo mais sustentável. Mas o mesmo barómetro indica que aqueles que foram economicamente mais afetados são, precisamente, os que mais apoiam um maior envolvimento das empresas em questões sociais e ambientais. “As circunstâncias atuais estão a pressionar as pessoas de vários modos. No passado, as vendas de produtos ‘verdes’ e éticos eram catalisadas pelos consumidores com mais rendimentos. Mas a disrupção trazida pela Covid-19 pode estar a mudar esta dinâmica. Os constrangimentos económicos pessoais poderão ter menos importância face a questões como a segurança, saúde e, até mesmo, a sobrevivência. Ao mesmo tempo que a Covid-19 provocou uma mudança nos padrões de consumo, provavelmente, o regresso ao packaging descartável será apenas temporário”, defende Karine Trinquetel.

Converter vontades em atos

Apesar de 58% dos consumidores, a nível global, preferirem produtos e serviços que mitiguem o seu impacto no ambiente, para muitos, estes valores não se traduzem sistematicamente no seu comportamento de compra. Comprar produtos amigos do ambiente requer um esforço concertado e um acesso mais conveniente a esta oferta. “Talvez a aceleração da tendência para o local, identificada na quarta vaga do barómetro, seja o catalisador da tão advogada sustentabilidade. Globalmente, 66% dos consumidores são a favor de comprar produtos e serviços produzidos no seu país de origem, uma tendência que está em crescimento”, conclui.

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