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Lisboa é a 106.ª cidade mais cara do mundo
2020-06-29

Na sequência do surto de Covid-19, as perturbações socioeconómicas levaram as empresas a reavaliar os seus programas de mobilidade internacional, com especial enfoque no bem-estar dos seus colaboradores expatriados. Ao mesmo tempo em que potenciam novas formas de trabalho, mudanças tecnológicas e modelos flexíveis, as organizações estão também a considerar novas alternativas para a concretização dos projetos internacionais, além dos tradicionais programas de mobilidade, para que possam manter as suas operações e equipas que trabalham no estrangeiro.

Apesar da vontade de crescer e alargar operações a nível global, enquanto navegam pela turbulência de uma crise económica e sanitária, as reduções verificadas ao nível de “headcount” e de salários, bem como as mudanças verificadas nos programas de benefícios, vieram mudar as estratégias de expansão internacional das organizações.

À medida que as empresas reexaminam programas de talento, de mobilidade e pacotes de remuneração compatíveis com o panorama económico, a Mercer considera que é imperativo que tenham por base informação transparente e rigorosa para compensar, de uma forma justa, todos os tipos de projetos de mobilidade, não esquecendo as mudanças resultantes da atual pandemia e da subsequente volatilidade do mercado. “Este surto fez-nos relembrar que enviar e manter colaboradores em projetos internacionais acarreta uma grande responsabilidade e é uma tarefa difícil de se gerir”, refere Tiago Borges, líder de Rewards da Mercer Portugal. “Mais do que apostar num ressurgimento dramático da mobilidade, as organizações devem preparar-se para reintegrar as suas equipas de mobilidade, orientando com empatia e tendo presente que nem todos os expatriados estarão preparados ou dispostos a ir para fora, num contexto como o atual”.

A 26.ª edição do estudo “Custo de Vida” da Mercer conclui que um conjunto de fatores, incluindo flutuações cambiais, custo da inflação no que se refere a bens e serviços e a volatilidade dos preços de alojamento são determinantes para o custo geral dos “pacotes de expatriação” para colaboradores em projetos internacionais.

A curto prazo, a preparação para esta abordagem de mobilidade global deverá implicar a realocação de colaboradores que tenham sido repatriados. A médio prazo, a prioridade será reajustar os casos de expatriados com novos modelos económicos centrados em cadeias de distribuição mais reduzidas, um aumento de movimentos regionais e uma necessidade renovada de reter talento. Por outro lado, questões como a localização e custo dos projetos internacionais serão um fator crucial no pós-crise.

Lisboa desce no ranking

De acordo com o estudo “Cost of Living Survey 2020” da Mercer, a cidade de Lisboa desceu 11 posições no ranking, passando da 95.ª posição, em 2019, para o 106.º lugar em 2020. Através do estudo, é ainda possível concluir que o preço da gasolina em Lisboa (1,61 euros por litro de gasolina 95 octanas) é dos mais elevados, tendo em conta as restantes cidades do ranking. Por outro lado, e comparativamente com a cidade mais cara do ranking, o preço médio de produtos de limpeza, que inclui antissépticos, produtos de limpeza de casa ou detergente para máquina de lavar a loiça, a cidade de Lisboa apresenta um custo médio de 32,90 euros e Hong Kong, a cidade mais cara do mundo para expatriados, o valor médio é de 37,80 euros.

A cidade de Hong Kong figura no top do ranking das cidades mais caras para expatriados, seguida de Ashgabat, no Turquemenistão, que ocupa a segunda posição. Tóquio e Zurique mantêm-se nos terceiro e quarto lugares, respetivamente, ao passo que Singapura, que ocupa o quinto lugar, desceu dois lugares, comparativamente ao ano de 2019.

Outras cidades que se encontram no top 10 são Nova Iorque, Xangai, Berna, Genebra e Pequim. As cidades menos caras para expatriados são Tunes, Windhoe, Toshkent e Bishkek.

Custo de vida

“O encerramento de fronteiras, a interrupção de voos, os confinamentos obrigatórios e outras perturbações a curto prazo afetaram não só o preço de bens e serviços, como também a qualidade de vida dos expatriados”, afirma Tiago Borges. “As alterações climáticas, questões relacionadas com a pegada ambiental e os desafios dos sistemas de saúde pressionaram as multinacionais a considerar como os esforços de uma cidade sobre a sustentabilidade podem impactar as condições de vida dos seus trabalhadores expatriados. Cidades com um grande enfoque na sustentabilidade podem melhorar consideravelmente os seus padrões de vida, o que, por sua vez, pode melhorar o bem-estar e envolvimento do trabalhador.”

A adequada verificação das localizações e compensações dos trabalhadores em projetos internacionais pode ser tão importante quanto dispendiosa. O estudo da Mercer demonstra que o custo de bens e serviços se altera consoante a inflação e a volatilidade da moeda, fazendo que os projetos no estrangeiro oscilem, por vezes, em gastos mais ou menos dispendiosos. “As súbitas alterações nas taxas de câmbio foram maioritariamente impulsionadas pelo impacto que o Covid-19 está a ter na economia global”, refere Tiago Borges. “Esta volatilidade pode afetar a mobilidade dos colaboradores nas mais variadas formas, desde a escassez e ajustamento dos preços de bens e serviços às interrupções nas cadeias de abastecimento. O mesmo acontece quando os colaboradores são pagos com a moeda local do país de origem e necessitam de fazer o câmbio para a moeda do país anfitrião para a realização de aquisições ou compras locais”.

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L.Branca/PAE

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