Em 2009, os espanhóis comparam electrodomésticos no valor de 7.601 milhões de euros, menos 7,5 por cento que no ano anterior, revelam os dados do Anuário 2010 da Nielsen.
O primeiro semestre foi o mais penalizador, tanto em valor como em volume de vendas. Em valor, a queda ascendeu aos 12,5 por cento e em volume situou-se nos 3,8 por cento. A segunda metade do ano revelou já uma certa estabilização, com a facturação a cair 2,5 por cento e as unidades a crescerem 0,9 por cento.
A maior descida verificou-se ao nível dos grandes domésticos, que perderam 13,4 por cento. Seguiram-se as quebras na climatização (-9,3%) e nos pequenos domésticos (-5,3%).
Também em França, o mercado dos electrodomésticos ressentiu-se da crise económica. De acordo com o balanço do GIFAM – Groupement Interprofessionel des Fabricants d’Appareils d’Équipement Ménager, o volume de negócios dos grandes domésticos recuou dois por cento face a 2008, mas os pequenos domésticos registaram uma pequena subida de 0,3 por cento.
Comparando os dados destes dois países com os de Portugal, constantes no GfK TEMAX, pode-se mesmo dizer que o mercado nacional até aguentou relativamente melhor o embate da crise. No cômputo do ano 2009, os grandes domésticos caíram 2,8 por cento, para os 585 milhões de euros, mas tiveram um quarto trimestre positivo, com a facturação crescer 1,8 por cento e a ascender aos 165 milhões de euros. Já os pequenos domésticos encerraram o ano com um crescimento global de seis por cento.