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Recebe-se com atraso, paga-se com atraso...
2009-05-28

Os consumidores e as empresas portuguesas estão a demorar mais tempo a pagar as suas compras. Segundo o mais recente relatório European Payment Índex, realizado pela Intrum Justitia, a percentagem de incobráveis em Portugal permanece num nível elevado, cerca de 2,7 por cento do total do volume de negócios, mas, por outro lado, há mais facturas a serem pagas dentro do prazo de 30 dias. No entanto, uma evolução desfavorável revela uma maior percentagem de dívidas que permanecem por pagar após os 90 dias.

A percentagem de incobráveis em Portugal permanece sem alterações, nos 2,7 por cento, um pouco acima da média europeia, que se situa nos 2,4 por cento. Devido a estes incobráveis, 66 por cento das empresas portuguesas esperam perdas de rendimentos devido ao atraso dos pagamentos e 74 por cento receiam pela sua liquidez. De acordo com o estudo, 77 por cento dos inquiridos temem um aumento dos riscos de pagamento durante os próximos 12 meses, um valor que cresce quase para metade dos 40 por cento verificados no relatório de 2008.

Recebe-se com atraso, paga-se com atraso.

Cerca de 90 por cento confirmam que recebem os pagamentos mais tarde, porque os devedores estão a enfrentar dificuldades financeiras, fruto da diminuição das vendas, das dificuldades em aceder ao crédito e consequente menor liquidez. Em muitos países, esta situação transforma-se num ciclo vicioso.

Crédito incobrável afecta 90% das empresas do comércio

90 por cento das PME-PMI do sector do comércio portuguesas têm créditos incobráveis, que representam, em média, 1,4 por cento do volume de negócios, segundo o Barómetro Eurofactor 2008.

As empresas demoram, em média, mais de três meses (94 dias) a receber o pagamento dos créditos e, embora 87 por cento iniciem processos de cobrança, apenas 33 por cento facturam e recebem

juros de mora. “O crédito em dívida é um problema grave do sector do comércio e a situação é particularmente preocupante face à conjuntura económica global. A boa saúde financeira destas empresas, que constituem já a maioria do tecido empresarial português, depende da capacidade de recuperar, atempada e eficazmente, o crédito que lhes é devido”, refere Rui Esteves, director geral da Eurofactor Portugal.

Mais de metade das empresas está a sentir dificuldades em aceder ao crédito e 57 por cento tiveram alterações relativamente aos seus créditos, sendo a mais referida o aumento das comissões e “spreads” (86%).

Leia o desenvolvimento do artigo na próxima edição impressa

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L.Branca/PAE

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