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Prepare-se para as compras de Natal de 2008
2008-11-11

Segundo uma sondagem realizada em exclusivo pelo Fonebus da Marktest para a Marktest.com Notícias, a maioria dos residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto pensa realizar as suas compras de Natal durante as duas primeiras semanas de Dezembro.

20,6 por cento dos residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto com 18 ou mais anos afirmaram não tencionar realizar compras de Natal.

Entre os que não excluem esta possibilidade, 37,2 por cento ainda não sabe que tipo de prendas irá comprar, 39,8 por cento optará por oferecer roupa, 24 por cento brinquedos, 15,8 por cento livros, 11,7 por cento perfumes e 7,7 por cento música. Há ainda um número significativo de inquiridos que refere uma multiplicidade de tipos de prendas, sendo as mais citadas os objectos de decoração, os doces, as bebidas, os filmes e os jogos electrónicos.

Para a maioria dos inquiridos que tenciona fazer compras de Natal, o orçamento destinado a estas compras deverá situar-se entre os 50 e os 250 euros.

Na resposta a esta questão, 9,2 por cento referiu tencionar gastar um máximo de 50 euros, 31,1 por cento pensa gastar entre 50 e 150 euros, 16,8 por cento entre 150 e 250 euros e 11,2 por cento entre 250 e 500 euros. Para cinco por cento, o valor total deverá exceder os 500 euros, havendo ainda 26,5 por cento de indivíduos que não sabem ou não respondem a esta questão.

Os comerciantes deverão esperar as maiores enchentes nas suas lojas até meados de Dezembro. De facto, 43,9 por cento dos inquiridos nesta sondagem, que afirmou tencionar fazer compras de presentes para o Natal, disse pensar fazê-lo nas primeiras duas semanas de Dezembro. Mais prevenidos, 3,1 por cento dos inquiridos disse já ter dado início a estas aquisições, enquanto 20,4 por cento disse tencionar fazê-lo durante este mês de Novembro. Haverá ainda 26 por cento de retardatários que deixarão estas compras para a semana antes do Natal, enquanto 6,6 por cento de indivíduos não soube responder à questão.

Questionados quanto ao tipo de loja onde pensam realizar a maior parte destas compras, a maioria dos que vai realizar compras, 45,9 por cento, afirmou ser o centro comercial o local escolhido. Para 13,3 por cento, a maior parte das compras será feita no hipermercado, 15,3 por cento fá-las-ão nas lojas de comércio tradicional (rua) e 4,1 por cento nas lojas de chineses ou dos 300. 7,2 por cento referiu outros tipos de lojas e 14,3 por cento não soube responder à questão.

Pai Natal aperta o cinto

A esperança de que o Natal possa trazer algum alívio face à crise do crédito parece desvanecer-se segundo um novo estudo da Mintel, que conclui que as vendas de Natal irão estagnar este ano, com um crescimento nulo, comparativamente aos cinco por cento que se registavam desde a viragem do milénio.

No Reino Unido, 41 por cento dos consumidores irão gastar menos este Natal do que o que gastaram no ano passado. Richard Perks, director da unidade de pesquisa de Retalho e Financeira da Mintel, nota que “existe sempre uma pressão emocional para gastar dinheiro e mimar os que mais gostamos nesta época. Mas, este ano, com os orçamentos a emagrecer, o Pai Natal será muito menos ‘mãos largas’.

A desaceleração nas vendas a retalho levou algum tempo a desenvolver-se mas parece agora estar a consolidar-se. Consequentemente, muitos retalhistas não irão olhar a meios para encorajar as pessoas a consumir, pelo que não será de estranhar que as típicas descidas de preço do início do ano sejam, este ano, antecipadas para antes do Natal”.

Uma outra pesquisa da Verdict Research conclui, por outro lado, que, no Natal de 2008, os consumidores até podem gastar mais, mas compram menos. Os gastos extra explicam-se pelo aumento do preço dos produtos alimentares, o que vai reflectir-se numa maior cautela na hora de comprar os presentes, adquirindo menos artigos. Como nota Maureen Hinton, analista principal na Verdict, “a alimentação representa a maior fatia dos gastos dos consumidores no Natal (38%) e, com a inflação nos preços dos alimentos, os consumidores vão ter um Natal mais dispendioso. Devido a esta despesa extra, terão de ter mais cuidado nas compras de presentes, equilibrando estes gastos com um maior constrangimento nas compras do dia a dia”.

Para os retalhistas do sector não alimentar, a vida será, segundo a Verdict, particularmente dura este Natal. A não ser que consigam diferenciar-se face à concorrência, com uma oferta atractiva. Os especialistas no equipamento para a casa serão, de acordo com a consultora, os maiores perdedores, com as vendas de bricolage, mobiliário e revestimentos a caírem para valores negativos.

Contrariamente, a área electro pode ser a que apresentará a melhor performance. Para tal, tudo depende do desempenho das consolas de jogos, que têm agora preços mais competitivos. Adicionalmente, o cada vez maior número de donos de consolas de jogos implica maior procura pelo software.

O impacto do comércio electrónico no sector do retalho será, por outro lado, evidente. Só no Reino Unido, segundo um estudo IMRG Capgemini e-Retail Sales Index, as vendas online deverão crescer 15 por cento, face ao ano anterior. O dia de maior pico de vendas será 8 de Dezembro, com os valores a poderem chegar aos 320 milhões de libras.

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L.Branca/PAE

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