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16º Congresso da APDC analisa o que está para além da Sociedade da Informação
2006-11-15

A primeira sessão do primeiro dia do 16.º Congresso da APDC, subordinada ao tema “Para além da Sociedade de Informação”, contou com Hans Vestberg, Ashutosh Sheshabalaya e Carlos Zorrinho como oradores, e António Lobo Xavier como moderador.

Hans Vestberg, vice-presidente executivo e director geral da unidade de negócios Global Services da Ericsson, reflectiu sobre a evolução do mercado, não só das telecomunicações mas também da Internet e das comunicações em geral, perspectivando o futuro. “Hoje em dia o objectivo é disponibilizar (todo o tipo de) comunicações para todos. Isso passa pela partilha de experiências do dia-a-dia, pelo acesso a informação e a conteúdos de entretenimento, pela utilização de aplicações de negócio, pelo desenvolvimento de soluções dedicadas à segurança, saúde e educação, entre muitas outras possibilidades”.

Actualmente, segundo o executivo da Ericsson, existem 2.500 milhões de subscritores de telemóveis no mundo. Há pouco mais de dois anos considerava-se que o pico seria os mil milhões. Agora as previsões apontam para mais de quatro mil milhões de subscritores em 2010. Para Hans Vestberg, o grosso do crescimento virá de regiões como a África, Médio Oriente e América Latina. “As barreiras que actualmente existem podem e devem ser utilizadas como forma de acelerar o crescimento económico e de permitir a sustentabilidade do mercado. São regiões que pela sua necessidade utilizam a criatividade de forma diferente, criando novos tipos de negócio”.

De acordo com este orador, a nível do tráfego, ainda hoje dominado pela voz, assistiremos a grandes alterações, com a IPTV a ser a grande utilizadora da largura de banda disponível no futuro. Actualmente, no Reino Unido, segundo dados disponibilizados por Hans Vestberg, 27 por cento dos subscritores do 3G, fazem download de quatro músicas por mês. E a utilização da banda larga tende a aumentar. “Se hoje existem 200 milhões de subscritores, prevê-se que em 2011 o valor suba para os mil milhões. E com isto surgirão novos tipos de aplicações. Porque o utilizador quererá ter o mesmo serviço (ou muito semelhante) independentemente do equipamento”.

Ashutosh Sheshabalaya, analista e consultor indiano, apresentou o seu país como um exemplo a observar. “A Índia é uma terra de contrastes, onde séculos de tradição convivem lado a lado com a mais recente tecnologia e inovação”. A Índia é a quarta maior economia a nível mundial e, segundo o analista, é superior à soma das economias do Reino Unido com a Rússia ou do Brasil com a França. Ashutosh Sheshabalaya acrescentou que, nos últimos tempos, a economia indiana tem sofrido profundas transformações. “O mercado e a indústria estão a convergir e assiste-se ao ressurgir de grandes negócios. Há multimilionários indianos que detêm mais poder do que os seus congéneres japoneses”.

Outro dado importante relaciona-se com o sector da investigação e desenvolvimento. Área onde o investimento indiano efectuado pelas empresas ronda os 35 por cento. Não é por acaso, segundo o analista, que as empresas indianas do sector se encontram entre as maiores a nível mundial e que o sector da banca encare a indústria como uma oportunidade de negócio.

Para Ashutosh Sheshabalaya há uma diferença substancial entre China e a Índia. “Enquanto que a Índia aposta em empresas de alto valor, a China prefere ir para negócios mais virados para a manufactura, onde o preço impera”.

A conclusão do painel esteve a cargo de Carlos Zorrinho, coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, que começou a sua intervenção dizendo que “no futuro tudo será novo”. Para este orador, o grande desafio que nos surge prende-se com a velocidade. “É certo que a Estratégia de Lisboa é a resposta europeia à questão da globalização e que as suas linhas de orientação já estão a ser implementadas por diversos países. O problema é que estes estão a ser mais rápidos do que a Europa e Portugal. E esta é uma revolução a que não nos podemos dar ao luxo de chegar atrasados”.

Na opinião de Carlos Zorrinho, Portugal tem que escolher os seus campos de batalha. “Não podemos competir na qualificação nem nos preços baixos”, acrescenta. “Temos que actuar em nichos de mercado e sermos os melhores nessa área. Pequenos, mas global players”, sintetiza. Para tal, Carlos Zorrinho defende que o país tem de criar novas competências, para que o mercado seja liderado pela procura e não pela oferta. “É determinante focalizar objectivos, promover a mobilidade, através de infra-estruturas e competências, e fomentar o mercado interno de conhecimento”.

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